Guia de microgeradores fotovoltaicos

Como faço para ter
eletricidade solar
em minha casa?

Mulher pensando

O que são
micro e minigeradores
solares fotovoltaicos?

Microgeradores e minigeradores solares fotovoltaicos (FV) são sistemas de geração
elétrica de pequena potência, normalmente instalados para produzir energia
suficiente para alimentar uma casa, um edifício ou, até mesmo,
um galpão de uma indústria.

Microgeradores são sistemas com potência de até 100 kW,
e minigeradores, acima de 100 kW e até 1 MW, segundo
a Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL.






Onde podem
ser instalados

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Telhado de edificações

O mais comum é instalá-los sobre o telhado de edificações,
pois, além de reduzir os riscos de sombreamento pela própria construção,
ocupam uma área que não seria utilizada para outro fim.

Ao instalá-los sobre o telhado, você tem ainda a vantagem de poder
utilizar a instalação elétrica da edificação como interface
entre o gerador solar e a rede elétrica pública.

Fachada ou jardim

Tais sistemas podem ainda ser integrados
arquitetonicamente ao edifício (substituir fachadas,
telhados, brises ou janelas) ou ser instalados em solo,
como, por exemplo, no jardim de uma casa.

Projetando
um microgerador

Para participar do Sistema de Compensação de Energia, você deve projetar
seu microgerador fotovoltaico de modo que ele atenda à necessidade energética de sua
edificação na medida certa, gerando no máximo a energia que você consome ao longo de um ano.

Primeiramente, o projetista/instalador irá verificar o quanto de eletricidade sua casa,
escritório ou indústria consome em determinado período, para calcular qual deve
ser a capacidade de seu sistema fotovoltaico.

Depois, irá conhecer o local onde você deseja instalar o gerador, para avaliar
as condições físicas e, então, definir como será seu microgerador.

Isso inclui especificar os equipamentos mais adequados (tipo, modelo e quantidade
de módulos fotovoltaicos e inversores), como os módulos fotovoltaicos devem ser ligados,
qual o melhor posicionamento para garantir a melhor eficiência, qual a melhor estrutura para
fixação dos módulos e se serão necessárias obras estruturais para, por exemplo, suportar o peso
do sistema ou para proteger o telhado.

Existe uma variedade imensa de soluções tecnológicas para geração de eletricidade solar
em sistemas de pequeno porte. Você pode conhecer algumas opções clicando aqui.

O projetista/instalador deverá preparar um projeto das instalações de conexão à rede.

Lembre-se

Como os sistemas fotovoltaicos são modulares, inicialmente você pode instalar
um sistema com capacidade menor e, com o decorrer do tempo, expandi-lo
até atender a toda sua demanda energética.




Bons motivos para instalar
um microgerador em minha casa,
empresa ou indústria

O custo da eletricidade tem aumentado ao longo do tempo, enquanto o
valor para instalar sistemas fotovoltaicos faz o caminho inverso, diminuindo
anualmente. Com a nova regulação da ANEEL, que permite a injeção
de energia na rede em troca de créditos em kWh na conta de luz, a geração
descentralizada de energia fotovoltaica tornou-se uma opção interessante
para consumidores residenciais de quase todo o Brasil.

Esse tem se tornado um investimento cada vez mais atrativo, porque,
após recuperar o investimento inicial, você terá economias significativas
no longo prazo. Lembre-se que um sistema fotovoltaico gera energia
por pelo menos 25 anos, e sua conta de luz poderá ser reduzida
para o valor mínimo.

Além disso, você contribuirá para reduzir o impacto ambiental de sua casa,
empresa ou indústria. Ao consumir a energia que é gerada em sua
propriedade, você elimina as perdas ocorridas na transmissão
e distribuição. Quando você não está consumindo, a energia gerada
e injetada passa pela rede da distribuidora e é utilizada por seus vizinhos.

Outra vantagem é a valorização de seu imóvel,
pois essa é uma tecnologia bastante inovadora no Brasil.

O sistema de
compensação de energia

Você deve estar se perguntando: mas se meu sistema vai gerar energia
de dia e não irá gerar nada à noite, quando usamos mais eletricidade,
então eu precisarei ter baterias para armazenar essa energia?

A resposta é não, pois você poderá injetar a energia excedente produzida por
seu microgerador na rede elétrica e receberá uma compensação, em kWh,
de sua distribuidora por essa energia. Ou seja, você pagará, a cada mês,
somente o valor da diferença entre a energia consumida da rede pública
e o que foi gerado e injetado por você na rede.

Essa possibilidade surgiu em abril de 2012, quando a ANEEL
publicou a Resolução Normativa 482/2012.
Internacionalmente, esse sistema é conhecido como net metering.




Perguntas frequentes

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Como ficará sua conta de luz?

Sua conta de luz será reduzida e variará de acordo com a geração elétrica mensal de seu sistema.
Se seu microgerador gerar mais energia que o consumido por você no mês, o excedente será usado
para abater do custo do consumo nos meses subsequentes. Você terá até 36 meses
após a geração de sua energia para usar tais créditos. Expirado o prazo, você perderá o direito sobre
eles, os quais serão revertidos em prol da modicidade das tarifas de energia elétrica.

Por essa razão, o ideal é dimensionar seu microgerador para gerar no máximo
a quantidade de energia que você consome ao longo de um ano.

Minha conta de luz pode
ser igual a zero?

Não. Você ainda terá um custo mensal com sua conta de luz.
Isso porque os consumidores residenciais e de propriedades rurais (grupo B)
terão de pagar um custo de disponibilidade, e os consumidores comerciais e industriais
com maior carga (grupo A) terão de arcar com o custo da demanda contratada
nos meses em que a geração for igual ou maior que o consumo da rede.

Mesmo que você não tenha utilizado energia da rede, a concessionária cumpriu
com sua obrigação de oferecer a infraestrutura necessária para levá-la até você,
razão pela qual existe esse custo mínimo, que deve ser pago.

Como funciona quando há tarifas
diferentes ao longo do dia?

Se você possui tarifas diferenciadas no decorrer do dia, a compensação pela energia
gerada além de seu consumo em determinado período do dia e, portanto,
injetada na rede será feita no mesmo período nos dias subsequentes
(desde que dentro do mesmo mês de faturamento).

Veja um exemplo:

Você possui um sistema FV em sua indústria, paga R$ 0,40 o kWh no período diurno,
e ontem, nesse período, gerou mais energia do que consumiu, uma vez que havia muito sol.
Hoje, por outro lado, é um dia chuvoso e seu sistema não está gerando muito.
O excedente de ontem será, então, usado para compensar a energia que consumirá
hoje no período diurno.

Posso usar os créditos recebidos
por um sistema instalado em minha
casa de praia para compensar o consumo energético de meu apartamento no centro?

Você poderá utilizar os créditos pela energia que injetou na rede para compensar
o consumo de outra unidade consumidora da qual também seja o titular e que seja
atendida pela mesma distribuidora. Caso você tenha mais de uma unidade consumidora
em seu nome e queira incluir todas no sistema de compensação, você deverá definir
a ordem de prioridade para o abatimento dos créditos.
É importante ressaltar que a unidade na qual o sistema está instalado deve ser a primeira
a ter o abatimento dos créditos.

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Como calcular a potência
de seu microgerador?

Primeiramente, você deve ter em mãos sua última conta de luz e os dados de radiação
solar de sua cidade (veja Atlas Brasileiro de Energia Solar ou software Radiasol).

Caso não consiga obter os dados da radiação de sua cidade, não se preocupe.
O Simulador Solar fará o cálculo para você a partir
das informações de sua conta de luz.

O segundo passo é definir o quanto de sua demanda energética você quer que o sistema
lhe forneça. O ideal é ficar um pouco abaixo de 100% (em torno de 90%), para que você não gere energia
além do que é capaz de consumir em um ano.

Dessa maneira, você irá minimizar seu investimento e ainda
garantir os benefícios do sistema de compensação de energia.

Simulador Solar do
América do Sol

Com o objetivo de facilitar essa etapa de cálculo de potência de um microgerador fotovoltaico,
o Instituto Ideal, com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da
Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW),
criou um simulador solar.

Com ele, basta você inserir as informações sobre seu consumo energético (que constam em sua conta de luz)
para ter rapidamente um valor estimado da potência que deve ter um sistema para atender a sua
necessidade.

Calcule já qual seria a potência de seu microgerador em:
www.americadosol.org/simulador

Ressaltamos que esses são cálculos preliminares e não devem ser a única fonte de informação para a tomada
de decisão final. Caso tenha interesse em instalar um sistema, procure um profissional ou empresa habilitada,
ou entre em contato com o Instituto Ideal
para receber orientações.

Passo a passo para ter
um sistema fotovoltaico

Instalador

Quem pode
desenvolver o projeto
de um microgerador

O projeto de instalação e de conexão à rede de um micro ou minigerador fotovoltaico
deve ser realizado por uma empresa com experiência comprovada nessa área.
Procure informar-se antes sobre a empresa, solicitando referências de outros
trabalhos na área de geração elétrica.

Esse é um mercado bastante recente no Brasil, por isso são poucas as empresas
que prestam esse serviço. O Instituto Ideal fez um levantamento de empresas e profissionais
que atuam na cadeia produtiva de geração solar FV no Brasil.

Você pode encontrar essa lista clicando aqui.

Ressaltamos, contudo, que não recomendamos nenhuma empresa em especial e também
não nos responsabilizamos pelos serviços que venham a ser prestados, uma vez que nosso
apoio a você neste contexto limita-se a pesquisar colaboradores.

Pedimos apenas que nos comunique caso tenha conhecimento de má prática por parte
de alguma das empresas listadas, para que possamos retirá-la da lista caso seja comprovado
algum problema na prestação do serviço.

Responsabilidades
e deveres do proprietário
de um microgerador

Responsabilidades e Deveres

Solicitar a conexãO de seu
sistema fotovoltaico À rede elétrica

Você, como proprietário do microgerador, é quem deverá solicitar à distribuidora local o
acesso à rede (veja uma lista com links dos sites das distribuidoras clicando aqui). Entre os documentos que você deverá providenciar estão o projeto
executivo, as obras civis e de montagem, o comissionamento das instalações de conexão
e a solicitação à distribuidora para a realização de vistoria para efetivar a conexão. Seu
projetista/instalador poderá orientá-lo.

Comunicar
sua distribuidora
antes de qualquer
intervenção
no sistema FV

Serviços de manutenção ou outras
intervenções nos equipamentos ou
na instalação de conexão só
poderão ser feitos após a
autorização da distribuidora.
Sugerimos ainda que você se
informe sobre os procedimentos
recomendados pela distribuidora
para garantir a segurança do
pessoal e de terceiros durante a
execução de serviços.

Cumprir os termos
do relacionamento
operacional

Após aprovado o ponto de
conexão à rede, será implantado
o sistema de compensação de
energia. Para isso, o proprietário
do microgerador terá de assinar
com a distribuidora um
documento chamado
Relacionamento Operacional,
não sendo necessário nenhum
contrato de uso da rede e
conexão à rede.

Pagar os custos de adequação
do sistema de medição

Os custos com a adequação que será feita pela distribuidora no sistema de medição de energia
serão de responsabilidade do proprietário do microgerador. A ANEEL exige que seja utilizado um
medidor bidirecional (mede tanto a energia gerada quanto a consumido). Contudo, consumidores
conectados em baixa tensão não são obrigados a tê-lo e podem optar pelo uso de dois medidores
unidirecionais: um para aferir a energia consumida e outro, a gerada.

Depois de instalada a medição, a  distribuidora é quem fica responsável por sua operação e
manutenção, incluindo os custos que isso possa envolver, bem como a realização e total custeio de
todos os estudos para integração do sistema à rede.

Recomendações para
garantir a longevidade
e aumentar o desempenho
do microgerador

Verifique a confiabilidade dos fabricantes
dos equipamentos a serem utilizados, principalmente
os módulos fotovoltaicos e os inversores.

É fundamental que seu instalador utilize somente equipamentos que obedeçam ao requisitos
estabelecidos pelo INMETRO e recomenda-se ainda que tenha outras certificações internacionais.
Por exemplo, pode ser utilizada a certificação dada pela Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC),
que é a organização que publica Normas Internacionais para as tecnologias elétrica,
eletrônica e relacionadas.

Além da qualidade dos equipamentos, o processo de instalação também deve ser observado.
Antes de contratar um instalador, peça uma lista de geradores fotovoltaicos que ele tenha instalado
com os respectivos proprietários ou gestores dos geradores e consulte-os (p.ex., enviando email).

Fique atento principalmente ao desempenho e ao atendimento a eventuais solicitações
de substituições de equipamentos dentro da garantia.

Selo solar

A fonte energética utilizada para a fabricação de um produto ou na iluminação de um escritório
está longe de nossos olhos. Como você, consumidor, pode saber de onde vem a energia que
ilumina os corredores do supermercado que frequenta ou que alimenta os maquinários de uma
fábrica apenas olhando para um produto ou para o nome de uma empresa?

O Selo Solar foi criado justamente para dar forma a algo que não se vê – a eletricidade.
Toda a vez que você vir essa imagem ao lado, pode confiar que uma parte da eletricidade
consumida pela empresa vem da energia do Sol.

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Opção 1

O Selo Solar é concedido para empresas, instituições públicas
ou privadas e proprietários de edificações que consumirem um
valor mínimo anual de eletricidade solar, conforme o subgrupo
tarifário no qual o consumidor está enquadrado
(veja tabela abaixo).
Essa eletricidade pode ser obtida através de geradores próprios
ou adquirida no mercado livre.

Opção 2

Empresários ou proprietários de residências que decidirem instalar
em sua edificação um micro ou minigerador fotovoltaico com
uma geração inferior aos valores da tabela abaixo poderão obter
o Selo se tiverem um percentual mínimo de consumo
de eletricidade solar em comparação com o consumo total.
Para maiores informações, acesse nosso site.

O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO É GRATUITO.

Para saber mais sobre o Selo Solar e o processo
de certificação, acesse www.selosolar.com.br.









Selo solar socioambiental

O Selo Solar Socioambiental é concedido exclusivamente para projetos
que tenham como atividade central a contribuição para a conservação
ambiental ou que sejam de cunho social.
Para tanto, basta que a instituição responsável tenha uma instalação fotovoltaica
nas dependências do projeto para seu próprio abastecimento energético, sem necessidade
de cumprir as regras definidas em opção 1 e opção 2.

Linhas de financiamento
para sistemas fotovoltaicos

Já existem algumas opções para você financiar a compra e instalação do seu
micro ou minigerador FV no país. Nessa sessão você conhece alguns detalhes
sobre as principais linhas de financiamento oferecidas
por bancos públicos brasileiros.
Para informações sobre outras linhas de financiamento, acesse
http://www.americadosol.org/financiamento.

Pessoa física

BANCO DO BRASIL

Nome da linha:

BB Crédito Material de Construção.

Quem pode solicitar:

Correntistas do Banco do Brasil que tenham cartões Ourocard VISA,
ELO ou VISA Electron.

Limites de financiamento:

De R$ 70,00 a R$ 50.000,00.

Condições financeiras:

Taxa de juros entre 1,61% e 2,10% ao mês, de acordo com o prazo escolhido, sendo cobrado IOF
conforme alíquota vigente na data da contratação da operação. O prazo máximo do financiamento
é de 60 meses, sendo 54 meses para amortização e até 180 dias para pagamento da primeira parcela,
com débito da prestação na data escolhida pelo correntista.

Como proceder:

O cliente deve verificar o limite disponível no extrato de sua conta-corrente ou em uma agência BB e contratar a
operação diretamente na loja onde pretende realizar a compra do equipamento. Para oferecer as condições acima,
o estabelecimento deverá ser conveniado ao Banco do Brasil e afiliado à CIELO.

Obs: Como alternativa para os estabelecimentos que não operem com a CIELO, o BB disponibiliza
a modalidade de Financiamento BB Crediário Pagamentos Diversos, que tem como finalidade
o financiamento de guias compensáveis. Dessa forma, o cliente poderá solicitar o boleto bancário
ao lojista e pagar no banco em até 58 meses, com carência de até 59 dias e taxas que variam
de 2,00% a 2,10% ao mês. A contratação da operação ocorre diretamente nos Terminais
de Autoatendimento ou pela Internet.




CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Nome da linha:

Construcard Caixa.

Quem pode solicitar:

Correntistas da Caixa Econômica Federal, maiores de 18 anos ou emancipados.

Limites de financiamento:

Entre R$ 1.000,00 e R$ 180.000,00.

Condições financeiras:

A taxa de juro está associada aos prazos de amortização, variando de 1,50% a 1,75%
+ TR ao mês, dependendo do prazo escolhido. O valor da prestação é limitado a cerca de 30%
da renda bruta do solicitante, e o prazo máximo de pagamento é de 96 meses.

Como proceder:

O candidato deve procurar sua agência bancária para verificar o valor máximo do financiamento
e entregar, para análise, os documentos necessários para solicitar o cartão Construcard Caixa.
Após a liberação do crédito e a assinatura do contrato, o cliente terá até seis meses
para comprar os equipamentos em uma loja conveniada ao Construcard,
por meio de um cartão de débito personalizado. A cobrança das parcelas é efetuada
por meio de débito mensal na conta-corrente.

Pessoa jurídica

Banco do nordeste do Brasil

Nome da linha:

Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental
(FNE Verde).

Quem pode solicitar:

Produtores e empresas rurais, industriais, agroindustriais, comerciais e de prestação de serviços,
cooperativas e associações legalmente constituídas estabelecidas na região Nordeste do país.

Limites de financiamento:

A definição dos limites está vinculada a condicionantes tais como o porte
da empresa e a tipologia do município onde ela se localiza.

Condições financeiras:

Taxa de juros entre 3,53% e 4,12% ao ano, podendo incidir bônus de adimplência de 3,0%
a 3,5% ao ano. O prazo de amortização é fixado em função do cronograma físico-financeiro
do projeto e da capacidade de pagamento da empresa, podendo os investimentos fixos
e mistos ser amortizados em até 12 anos, incluídos até 4 anos de carência; e os investimentos
semifixos, até 8 anos, incluídos até 3 anos de carência (para o setor rural).

Como proceder:

Os financiamentos serão concedidos com base em propostas ou projetos técnicos submetidos
ao Banco, os quais podem ser dispensados em alguns casos, conforme normas internas.
Todos os bens e serviços necessários para a instalação de um sistema de geração fotovoltaica
podem ser financiados desde que para consumo próprio, sendo admitida a comercialização
de até 50% da energia excedente que for gerada. Equipamentos importados ou que apresentem
índices de nacionalização inferior a 60% somente serão financiados sob determinadas condições.




BNDES

Nome da Linha:

Financiamento de empreendimentos (FINEM).

Quem pode solicitar:

Sociedades com sede e administração no país, de controle nacional ou estrangeiro,
e pessoas jurídicas de direito público.

Limites de financiamento:

Mínimo de R$ 10 milhões

Condições financeiras:

Taxa de juros de 5% ao ano, mais remuneração básica do BNDES de 0,9% ao ano.
Para operações diretas com o BNDES, incide taxa de risco de crédito de até 4,8%. Para operações
com apoio de Instituições Financeiras Credenciadas (IFCs), incide taxa de intermediação financeira
de 0,5% e uma taxa de remuneração da IFC negociada entre esta e o cliente (somente para empresas
com receita operacional bruta anual superior a R$ 300 milhões – micro, pequenas e médias empresas estão isentas).

Como proceder:

As solicitações de apoio são encaminhadas ao BNDES pela empresa interessada ou
por intermédio da IFC, por meio de consulta prévia, preenchida segundo as orientações do Roteiro
de Informações disponível no site do BNDES, seção FINEM, em produtos de apoio financeiro.
Acesse o site do BNDES para conferir também a lista de IFCs.

A manutenção de sistemas fotovoltaicos é mínima.
De qualquer modo, você pode tomar alguns
cuidados para manter seu microgerador
funcionando com eficiência e por muito tempo

Monitore a produção de energia (via inversor) para verificar
e corrigir eventuais falhas de forma rápida.

Faça regularmente uma inspeção visual
nos inversores, para verificar se não há insetos
morando em seu equipamento.

Fique atento a potenciais sombreamentos causados por fatores
não previstos antes da instalação do sistema.
Lembre-se: antes de instalar seu microgerador é importante
fazer um estudo de sombreamento para garantir a eficiência dele.

De modo geral, não é preciso limpar os módulos fotovoltaicos, já que, devido
à inclinação, a própria chuva encarrega-se de fazer esse trabalho.
Contudo, se os módulos forem instalados com pouca inclinação
(cidades próximas à linha do Equador, por exemplo) ou estiverem
perto de locais onde há muita poeira ou particulados
no ar (aeroportos, fábricas, etc.), faça um acompanhamento
para observar se há um depósito muito grande de poeira,
fuligem ou outro elemento sobre os módulos,
já que isso pode reduzir a eficiência do sistema.

Energia incetivada

Energia produzida por empreendimentos cuja fonte primária de geração
seja a biomassa, energia eólica ou solar, de potência injetada nos sistemas
de transmissão ou distribuição menor ou igual a 30.000 kW.

Inversor

Componente do sistema gerador que converte em corrente alternada
a energia produzida em corrente contínua pelos módulos fotovoltaicos.

Medidor bidirecional

Instrumento registrador tanto da energia elétrica consumida,
quanto da injetada na rede, instalado para o faturamento no ponto de medição

Microgeração distribuída

Central geradora de energia elétrica com potência instalada menor ou igual a 100kW
que utilize fontes com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada,
conforme regulamentação da ANEEL, conectada na rede de distribuição
por meio de instalações de unidades consumidoras.

Módulo fotovoltaico

Componente do sistema gerador fotovoltaico que converte
a energia solar em eletricidade.

Net metering ou sistema de compensação de energia

Sistema no qual a energia ativa gerada por unidade consumidora com microgeração
distribuída ou minigeração distribuída compense o consumo de energia elétrica ativa.

Conjunto de equipamentos

Usados para conectar as instalações da distribuidora e do consumidor/proprietário do microgerador.

Relacionamento operacional

Documento firmado entre o consumidor proprietário do microgerador
e a distribuidora que estabelece as condições para assegurar a operação segura
e ordenada das instalações elétricas que interligam a instalação
de microgeração ao sistema da distribuidora.

Sistema fotovoltaico

Conjunto integrado de módulos, inversor, medidor e outros componentes,
projetado para converter a energia solar em eletricidade.